Thursday, February 09, 2006

Message in a bottle

Oi, hei, psiu, ainda tem alguem ai? Olha soh, o ultimo que saiu esqueceu a luz acessa.

Opa, Beleza? Comigo ta tudo tranquilo. Eh, eu sei. Faz tempo que nao apareco. Eu sei, tudo bem, concordo plenamente contigo. Ficou parecendo propaganda de Mister Brown Iced coffee, maior suspense para depois descobrir que era cafe com leite. Frutoppia? Eh igualzinho, lancamento no intervalo do fantastico e nem durou dois meses. Ah, eu gostava dos dois, devia ser a unica que comprava. Mas sabe, ja que soh ta a gente aqui, vou te confessar um segredo...Nao num eh a minha idade. Eh serio, tsc, eh que definitivamente eu tenho ciumes das minhas palavras. Ah vc sabe, tem gente que larga frases em qualquer lugar, na toalha da mesa, na nota de dinheiro, na porta do banheiro. Eu nao conseguiria. Cada letra eh preciosa pra mim. Imagina amontoar um monte delas e deixar para quem pegar. Never. Eu as olho, as observo vejo como elas se dao e combino uma com a outra. Depois, com muita concentracao, chamo cada palavra, cada nome proferido de forma profunda como verdadeiras oracoes. E cada oracao eh destinada a alguem. Os escritores sim que sao altruistas. Eles constroem catedrais, sem pensar em quem vai entrar la para rezar. Fazem portais grandes e generosos. Eles tem preocupacoes maiores, com o altar, por exemplo. O que sera cultuado la dentro? Eu nao tenho esta grandeza de espirito. Por isso me reservo a mera funcao de carteira. Guardo comigo o que considero de valor e tudo que eh importante para me diferenciar. Copio o be-a-ba que foi-me ensinado, faco contas de multiplicar, somar, diminuir se uma palavrinha ta cansada eu a economizo, calculo, tiro a prova dos noves, chego aos meus resultados. No final, por minhas proprias maos entrego o escrito bunitinho na casa do remetente. Logo, eu preciso saber quem vai receber minha carta, nao sei escrever sozinha. Preciso a ajuda de alguem que vai estar do outro lado e para quem vou tecer meu texto. Nao se usa o mesmo tecido no sertao nordestino e no centro de Berlim, certo?

Ok, bom agora que descobri o significado de personal computer e sabendo que vc tomou conta tao direitinho das minha letrinhas este tempo todo, vou tentar ser uma pessoa melhor, aprender a dividir e mandar mais delas pra ti, beijo, take care, Caroline

Sunday, October 02, 2005

Meu celular se tornou um membro fantasma

1º de Setembro 2005, pintanope wrote:

First of all, queria dividir com vcs a experiencia de viver sem celular:

"Oh pedaco de mim, Oh metade afastada de mim"

Eu fiquei com ele ate o ultimo momento...Eu o deixei em boas maos...Alguem tah cuidando dele pra mim ... mas, nao adianta, eu ainda consigo ouvir as nuancas de sua voz a me chamar...eu o sinto perto de mim. Posso perceber sua vibracao... O que acham devo procurar um psicologo? Ou desenvolvi uma percepcao auditiva de milhas de distancas. Eu juro que as vezes eu escuto o bichinho tocar. Ate o toque especial da minha familia, o tema dos simpsons...No primeiro dia, ainda no aeroporto, enquanto eu esperava o resultado do Raio X que tive que tirar na imigracao (isso nao eh uma figura de linguagem), eu cheguei a procura-lo na mochila pra ligar. Nao achei. Como doeu.

1 º de Outubro de 2005,

Meu Celular ta com gangrena.

Ok, o texto acima foi escrito na minha chegada aqui. Mas um dos escritos com “delay” que vou postar. Agora jah tenho um “mobile” e vou ficar bem contente se alguem quiser ligar. (ask for details). Nao foi muito barato, nem caro e a vantagem eh que posso ligar para o Brasil baratinho no fins de semana. Cada domingo vou fazer uma surpresa para alguem, estejam preparados! Demorei para escolher. O telefone eh bonitinho, pequeno, azul, cheio das musiquinhas e tem ate camerazinha. Fiquei toda empolgada, feliz da vida e comecei a tirar foto, no entanto nao consigo mandar... Nao conecta, nao me adianta de nada.
Eh um olho necrosado, é a parte morta de um organismo vivo.


Meu celular entrou em coma (mas depois de tres dias ressuscitou)

Esta semana perdi o recarregador na mudanca de casa. O “mobile” ficou “imobilezado”. Tadinho do aparelhinho, quietinho, parado, sem emitir nenhum piu durantes alguns dias. Entao, fiz um tranplante. Abri o pobre, peguei seu coracao e coloquei em um outro corpo, mas velho, mas antigo, na verdade, quase uma mumia, que um amigo egipicio me emprestou . Ele sobreviveu. Mas sua memoria foi toda perdida, vai ter que aprender tudo de novo.

A terra onde o horizonte eh mais distante (ou onde tudo começou)


Céu, 15 de Agosto de 2005

Estou no ar. E abaixo do meu corpo, deixo para trás a cidade que se tornou idílica para mim. Três visitas e Três aventuras. Nela os meus olhos alcançaram um lugar mais longe. Do meu lado alguém folheia o meu jornal. Tento prender minha atenção na bobagem que finjo ler. Mas minha mente e meu coração pulsam. Pego uma caneta e faço algo que há muito eu não fazia...desenho. Com traços azuis tento circunscrever a linha que delimita o mar do Recife e o infinito. Difícil de guardar. Não sou contista e a poesia nunca me mordeu de jeito. A literatura é minha mãe de leite, sou sua filha postiça. Ela só me alimenta. Sua natureza não faz parte da minha. Durante o percurso dos quilômetros de texto que já escrevi nunca as palavras se libertaram da rigidez do pensamento. Sempre foram operárias da construção de idéias, críticas, análises ou até das histórias de personagens que nunca foram meus.

Mas ninguém consegue ficar impune às nuvens gordas desta terra. Pela escotilha eu as vejo. Quero conservá-las, levar um pouco comigo ,nem que seja um "xeiro". O ar denso e consistente é inspirador demais. Esta atmosfera mexe até com a caneta dona de um vocabulário duro e objetivo. Por fim, seguindo um antigo conselho que espalho mas não perpetuo, permito-me a oportunidade de experimentar a poesia vinda de mim mesma. Ainda que seja no disfarce de uma carta. 9650 metros dealtura. A voz do comandante enche o ambiente, levando-me para fora e tirando-me da visão de dentro. O despertar serve para anunciar que sobrevoamos a foz do São Francisco divisa do Estado de Sergipe e Alagoas. Tenho vontade de dizer alto ao resto dos passageiros que eu já estive lá. Pintei minhas pegadas nas areias do Velho Chico. Mas não me deixo, pois não sei se seria verdadeiro. Afinal, as águas que levaramo desenho dos meus pés para dentro do rio já não são iguais. E também,eu não sou mais a mesma. Deslumbro agora um horizonte bem maisdistante. "Passarinho que se debruça - o vôo já está pronto!", Num é? Lá vou eu.

Friday, September 16, 2005

Democratica

Enfim, ca esta o blog da Carol. Escrito em portugues em teclado ingles.

Pintanope, pés que pintam, pinta que pinta pés, pinta pés no mundo, arrisca no pé, risca no pé, arisca no pé, la de longe, Carolinhas, Pintando em Brighton, Rastros pintados, Pássaros Passos, Vôo Pintado, Voo a pé, Joanete no pé, Bicho de pé (o preferido do meu irmao), Duolfim no "olho de peixe" do pé, e mais 20 nomes em Tupi que foram encontrados, em uma profunda pesquisa, da minha amiga Phd Priscila.

Recebi tanta sugestoes quanto votos. Nao esperava que a brincadeira fosse dar tanto ibope. Acabou que teve empate. Como aqui nao tem segundo turno. La vai: Risco no pé on the Brighton side of life !

Ps1) Estou cem por cento sem acento. Todo o sinal grafico desses escritos estao sendo retirados de um arduo trabalho de control+c e control+v. Uma hora vou cansar e deixar pra la.

Segue algum dos votos:

“Olá mocinha, Eu já estava para te aconselhar isso, achei que vc só não tinha feito por neura de autoexposição. Das cinco opções, acho melhor a quinta (Brighton side of life). Por enquanto, de acordo com as coordenadas que vc deu, o que me ocorreu foi Vida riscada, Mais pelo som da junção das palavras, hehe Assim que pensar algo melhor, volto a escrever. Bjins, Bia"

[Continuo com a neura da autoexposição , vamos ver o que isso vai dar...]

“oi, brighton side of life é um bom trocadilho, mas é muito puxa-saco pra cidade. tem que ser mais vc do que a cidade. pegadas pintadas parece coisa de mulheres vadias maquiadas sendo "pegadas" na noite (sem mencionar que "pintada" pode ser interpretado como "levada de pinto". passos pintados é fraco. linha do pé parece slogan de loja de sapatos. Risco no pé é o melhor, pois a palavra "risco" lembra tb perigo. ir pra inglaterra nao deixa de ser um risco (nem falo de bombas, mas do sentido de se aventurar no exterior), um risco que vai ficar no seu pé. voto nesse). bj uli”

[Este argumento levou a desclassificacao do tambem bem votado “pegadas pintadas”]


“oie carol! to com saudades! ta tudo bem aí?ah seu blog tem q ser diferente!q tal um flog?huahuahuao nome devia ser diferente !!!!!!!!! sei la: carolxinha ou carolzinha ou carolfofuxa ou carolxinha em brignton sei la o flog é seu!o seu cachorro ta mto bem aki! como eu nao sei o nome dele eu e o rafa o chamamos de pitico neneco ou neneco pitico!!! desblokeia no msn ok???????to com saudades!!!!!!!!!!!!bijosss. Iriszinha"

[Ok, soh que eu nao sei porque ta dificil de desbloquear...]

“CAROLINHAS. Tenho dito. Bj. Dimitrios”

[Muito bom, mas teria que ser CAROLINHES...perde um pouco...]


“Carol, Acho que seria interessante que o blog tivesse um nome ou em tupi, ou em esperanto... em esperanto não tenho condição de dar nenhuma dica. em tupi poderiamos brincar um pouco com algumas palavras, tipo as que coloquei no fim do texto, lembrando que o adjetivo vem antes, tipo: filha formosa "aiyra aisó", mas o que eu mais gosto é o "Apoena" (sempre é muito importande enxergar longe). (...) Pri"

[E ai seguiram 20 sugestoes...Obrigada, Pri, juro que vou consulta-los quando for escolher o nome dos meus filhos].